Olhar para trás

Posted: Maio 13, 2012 in Cérebro - Pensamentos, Coração - Sentimentos, Ouvidos - Memórias

Eu escrevi aqui que só voltaria a este blog, quando percebesse que existia algum post mais retrospectivo, que me obrigasse a sentir a nostalgia ou pelo menos a noção de caminho percorrido, em vez de o colocar no meu outro blog (aceno), que existe com a vontade de olhar para o caminho a percorrer. Bem sei que é um pouco ilusória esta divisão, tratando-se sempre de mim e das minhas vivências, o caminho é apenas um – o meu. Mas de qualquer forma, acredito existir um ponto antes e um ponto depois e por isso mantenho esta decisão.

O que me trouxe aqui foi a consciência de que passadas duas semanas em Luanda, dei por mim ontem, antes de adormecer, a reviver um pouco dos meus tempos mais recentes, mais precisamente o último ano. É certo que existe desde logo uma analogia entre Maio de 2011 e Maio de 2012, em ambos os momentos estive “fora de casa”, a diferença surge depois ao considerar que em Luanda existe mais aproximação a uma casa do que existia na Guarda o ano passado, e porque em Luanda o tempo aqui vivido será muito mais do que o mês que passei na Guarda em 2011, e os projectos estão em aberto.

Mas este olhar para trás, mexe noutras questões, às quais os meus pensamentos não conseguem fugir. O ano passado o meu horizonte nesta fase do mês era pouco claro, e o meu futuro mais próximo adivinhava-se repleto de nuvens negras (não apenas a nível profissional como a nível pessoal), e esse espectro negativo veio a confirmar-se em muitas coisas, pelo que o olhar para trás me deixa a sensação de ter a capacidade de conseguir encarar, agora melhor, aquele que terá sido o pior ano da minha vida em muitos aspectos, e que vai desde o final de Abril de 2011, até ao final de Abril de 2012. É óbvio que nesse período coisas boas aconteceram e mesmo no último mês desse ciclo já existia uma luz no fundo do túnel, mas para mim esses doze meses foram um ciclo.

Um ciclo de aprendizagem, de exposição, de quebra minha auto-estima e de tristeza. Passei por ele com a ajuda das pessoas a quem mais quero no mundo, amigos e família que me ensinaram em pequenos gestos a crescer e a acreditar.

Agora a milhares de quilómetros de onde esse ano se passou, não é apenas a distância geográfica que sinto, existe também um crescente afastamento das emoções menos boas desse período. Muita coisa está por “fechar”, e muitos sentimentos a desenvolver mas agora consigo olhar para trás e ter alguma esperança no que vem pela frente.

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